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Em
1931,
Simone
é
nomeada
professora
em
Marseille,
e
Sartre
é
nomeado
para
o
Havre.
Este
afastamento
provoca
em
Beauvoir
tamanha
contrariedade
que
Sartre
lhe
propõe
casamento.
Ela
se
recusa,
pois
não
queria
aderir
aos
moldes
das
obrigações
familiares
e
sociais,
nem
alterar
a
originalidade
inestimável
de
suas
relações
pessoais.
Aos
23
anos,
Beauvoir
prefere
Sartre
em
liberdade.
No
verão,
os
dois
partem
para
a
Espanha
a
convite
de
Fernando
Gerassi,
a
fim
de
aproveitarem
as
férias.
De
volta
a
Marseille,
Simone
começa
a
chamar
a
atenção,
no
Lycée
Montgrand,
por
sua
forma
provocadora
de
lecionar.
No
"isolamento"
de
Marseille,
Beauvoir
aproveita
para
provar
a
si
mesma
que
é
capaz
de
se
despolarizar
intelectualmente
de
Sartre.
Em
outubro
de
1932,
a
fim
de
ficar
mais
perto
de
Paris,
Simone
consegue
uma
transferência
para
o
Lycée
Jeanne
d'Arc
em
Rouen
(a
uma
hora
de
trem
do
Havre).
Logo
se
estabelece
uma
rotina:
todas
as
quintas
Sartre
vai
a
Rouen,
e
os
dois
passam
os
fins
de
semana
em
Paris.
Simone
conhece
Colette
Audry,
também
professora
na
mesma
escola,
e
logo
se
tornam
amigas.
Beauvoir
rejeita
o
quinto
romance
que
havia
acabado
de
escrever,
insatisfeita
com
o
resultado
final.
Troca
idéias
com
Sartre
e
sugere
que
ele
faça
mudanças
no
livro
que
está
escrevendo
(A
Náusea).
Simone
também
organiza
as
"novas
teorias"
de
Sartre,
que
mais
tarde
se
transformariam
em
A
Transcendência
do
Ego.
Em
Rouen,
no
Havre,
em
Paris,
o
trabalho
em
comum
prossegue
em
conversas,
nas
cartas
e
nos
cadernos
de
notas
de
que
ambos
têm
conhecimento
recíproco.
No
outono
de
1933,
Sartre
consegue
uma
bolsa
de
um
ano
no
Institut
Français
de
Berlin,
onde
estudará
Husserl
e
Heidegger.
Em
fevereiro
de
1934,
Beauvoir
visita
Sartre
em
Berlim,
a
fim
de
certificar-se
de
que
a
nova
paixão
dele
(pela
esposa
de
um
amigo)
não
a
ameaça.
De
volta
a
Rouen,
Simone
acaba
percebendo
entre
suas
alunas
Olga
Kosakiewicz,
"a
pequena
russa",
por
quem
rapidamente
se
afeiçoa,
não
demorando
a
ser
correspondida.
Com
o
retorno
de
Sartre
à
França,
Beauvoir,
ele
e
Olga
iniciam
uma
espécie
de
triângulo
amoroso,
o
Trio.
Jacques-Laurent
Bost,
ex-aluno
de
Sartre
no
Havre,
acaba
se
juntando
ao
grupo
de
amigos
de
Simone
e
Sartre,
"la
petite
famille",
que
fazem
do
Hôtel
Le
Petit
Mouton
seu
quartel-general.
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Simone
e
Sartre
"adotam"
Olga,
responsabilizando-se
por
seus
estudos,
que
não
tardam
a
fracassar.
O
relacionamento
do
Trio
experimenta
seu
apogeu,
e
logo
em
seguida
vem
o
declínio.
Olga
inicia
um
envolvimento
com
Bost.
Beauvoir
começa
a
escrever
uma
série
de
contos
e
novelas
(que
mais
tarde
comporiam
o
livro
Quando
o
Espiritual
Domina).
No
verão
de
1936,
transferida
para
Paris,
Simone
começa
a
lecionar
no
Lycée
Molière,
instalando-se
no
Hôtel
Royal
Bretagne.
Sartre
é
transferido
para
Laon,
mas
o
Trio
e
la
petite
famille
continuam
a
existir,
fazendo
do
Dôme
seu
novo
ponto
de
encontro.
Vítima
de
uma
congestão
pulmonar,
Beauvoir
é
hospitalizada.
Para
uma
convalescença
apropriada
ela
se
muda
para
um
hotel
mais
confortável
(e
caro)
na
rue
Delambre
.
Em
1937,
durante
uma
viagem
pelos
Alpes,
Simone
envolve-se
com
Bost,
que
lhe
fazia
companhia
—
o
que,
de
certo
modo,
acaba
provocando
a
dissolução
definitiva
do
Trio.
Incentivada
por
Sartre
a
colocar
mais
de
si
mesma
em
seus
livros,
Beauvoir
começa
a
escrever
A
Convidada.
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Os
editores
Gallimard
e
Grasset
se
recusam
a
publicar
Quando
o
Espiritual
Domina
(que
só
será
editado
mais
de
quarenta
anos
depois),
mas
Simone
não
se
deixa
abater:
continua
a
escrever.
A
Náusea,
de
Sartre,
é
publicado.
Ele
dedica
seu
livro
"ao
Castor".
Beauvoir
viaja
ao
Marrocos
em
companhia
de
Sartre.
No
Lycée
Molière,
Simone
inicia
amizade
com
uma
de
suas
alunas
preferidas:
Bianca
Bienenfeld
(Lamblin).
Começa
a
freqüentar
o
Café
de
Flore,
por
indicação
de
Olga,
e
passa
a
ter
uma
intensa
vida
cultural.
Diversos
acontecimentos
políticos
fazem
Beauvoir
se
convencer
de
algo
em
que
não
acreditava:
a
iminência
da
guerra.
Até
então
desinteressada
de
qualquer
atividade
política,
ela
se
vê
levada
a
tomar
uma
posição.
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Início
de
um
novo
trio:
Beauvoir,
Sartre
e
Bianca.
Entretanto,
em
virtude
da
guerra,
o
relacionamento
é
bruscamente
interrompido.
Em
3
de
setembro
a
Segunda
Guerra
Mundial
é
declarada.
Sartre
é
convocado
para
o
exército,
Bost
também.
Numa
Paris
subitamente
vazia,
Simone
começa
a
escrever
um
diário
específico
sobre
este
período,
do
qual
uma
parte
será
incorporada,
bem
mais
tarde,
em
A
Força
das
Coisas.
Dispensada
de
suas
funções
no
Lycée
Molière
desde
a
declaração
de
guerra,
Beauvoir
consegue,
em
outubro,
um
lugar
como
professora
no
Lycée
Camille-Sée
e
também
no
Lycée
Henri-IV.
Nestas
instituições
suas
aulas
eram
freqüentemente
interrompidas
pelo
alertas
de
bombardeio.
Muda-se
para
o
Hôtel
du
Danemark,
na
rue
Vavin.
Apesar
de
não
ser
casada
com
Sartre,
Simone
obtém
um
salvo-conduto
que
lhe
permite
visitá-lo
em
Brumath.
No
tempo
em
que
passam
juntos,
lêem
o
que
haviam
escrito
cada
um
na
ausência
do
outro.
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Em
fevereiro
Sartre
volta
a
Paris,
de
licença.
O
mesmo
ocorre
em
maio.
Em
junho,
pouco
antes
da
ocupação
alemã,
Simone
foge
de
Paris,
pegando
carona
no
carro
da
família
de
Bianca.
Hospeda-se
na
casa
de
Madame
Morel,
onde
não
fica
por
muito
tempo.
Sartre,
capturado,
é
levado
para
um
campo
alemão
de
prisioneiros
de
guerra.
De
volta
a
Paris,
Beauvoir
retorna
ao
hotel
em
que
estava
antes
da
fuga
e
descobre
que
a
proprietária,
acreditando
que
ela
não
mais
voltaria,
se
desfez
de
todos
os
seus
pertences.
Ela
passa
então
a
morar
no
quarto
de
sua
avó,
que
havia
ocupado
entre
1929
e
1931.
No
outono,
o
racionamento
torna
a
vida
em
Paris
bastante
difícil,
ainda
mais
agravada
pelo
inverno
mais
rigoroso
do
século.
Simone
passa
suas
tardes
refugiada
na
Bibliothèque
Nationale,
estudando
a
fundo
Hegel
e
Kierkegaard.
Morte
de
Nizan. |
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